A China acusou os Estados Unidos de serem responsáveis pelo aumento da tensão com a Coreia do Norte, que efetuou o seu quinto teste nuclear na passada sexta-feira. Pequim acusou Washington de ter "iniciado o problema" esta segunda-feira, numa conferência de imprensa.

"Este conflito não está relacionado com a China, mas sim com os Estados Unidos", sublinhou hoje uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, numa conferência de imprensa, em Pequim.

A Coreia do Norte levou a cabo a sua quinta explosão atómica, a mais forte até à data e a segunda este ano e que, segundo a televisão norte-coreana, permitiu testar com sucesso a instalação de uma ogiva nuclear num míssil balístico.

O ensaio nuclear levou ao registo de um tremor de terra, de magnitude 5,3 na escala de Richter segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Este foi detetado às 01:30 (hora de Portugal), muito perto da base de ensaios nucleares de Punggye-ri, cenário de quatro testes nucleares anteriores ocorridos em 2006, 2009, 2013 e em janeiro deste ano.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reagiu à notícia deste ensaio, defendendo a imposição de novas sanções internacionais a Pyongyang. Obama considerou o teste nuclear uma "grave ameaça à segurança regional e à paz e estabilidade internacionais".

A agência sul-coreana Yonhap noticia esta segunda-feira que a Coreia do Norte concluiu os preparativos para realizar um outro ensaio nuclear num túnel que esteve inutilizado na base de Punggye-ri, no nordeste do país.

“Detetámos sinais de que a Coreia do Norte terminou os preparativos para levar a cabo um teste nuclear, a qualquer momento, no terceiro túnel da sua base de ensaios de Punggye-ri”, indicou fonte do governo-sul-coreano, não identificada, citada pela Yonhap