Seis semanas após o tiroteio numa discoteca em Orlando, o maior da história dos Estados Unidos, um homem abriu fogo no parque de estacionamento da discoteca Club Blue, na Florida, fazendo dois mortos e 16 feridos. As vítimas têm idades compreendidas entre os 12 e os 27 anos e os mortos 16 e 18 anos. 

A NBC avança com a descrição da primeira vítima mortal confirmada. Stefan Strawder tinha 18 anos e algumas horas antes do ataque perguntou, através do Facebook, quem estaria interessado em acompanhá-lo numa noite de diversão.

Stefan Strawder foi a primeira vítima mortal confirmada pelas autoridades

Strawder era jogador de basquetebol na escola secundária de Lehigh. No momento em que se confirmou a morte do jovem, as redes sociais encheram-se de mensagens de consternação de amigos e familiares.

O pai de um adolescente que saiu ferido do tiroteio também falou à comunicação social, revelando que no momento em que recebeu a notícia reagiu “como qualquer pai reagiria”.

Estou apenas feliz porque a minha família foi poupada, mas ao mesmo tempo o meu coração chora pelas famílias que não tiveram a mesma sorte”.

Outro testemunho chega da mãe de uma rapariga que conseguiu escapar ilesa do tiroteio. Syreeta Gary fez um vídeo onde relatava o sucedido e agradecia a Deus por a filha não ter sido atingida.

Ela poderia ter sido atingida. Desviou-se das balas e escondeu-se entre os carros. É ridículo que os miúdos tenham de passar por isto e não se possam divertir por causa de pessoas com mentes criminosas que querem aterrorizar outras pessoas”, lamentou Syreeta.

 

A mãe da rapariga acrescentou ainda que, apesar de a filha não ter sofrido quaisquer ferimentos, uma amiga foi atingida na perna e que por isso não poderia estar totalmente aliviada.

Já a tia de outra vítima, Timothy Settles, revelou que o sobrinho estava a receber cuidados médicos e classificou o sucedido como uma “situação desoladora”. A mulher confirmou, também, que aquela discoteca era habitualmente frequentada por jovens e considerou que "é ridículo uma pessoa ir a uma discoteca e começar aos tiros”.

Quando chegou ao hospital, Timothy gravou um vídeo e partilhou-o no Facebook, escrevendo que não queria morrer. 

As vítimas deste ataque preparavam-se para uma festa de verão organizada pela discoteca. “Festa do fato-de-banho” foi o nome dado pela organização para o evento que juntaria centenas de jovens.

Também Juss Olivia, que estava no parque de estacionamento da discoteca Club Blue quando se deu o tiroteio, gravou um vídeo para o Facebook onde confessava não acreditar que ela e as amigas pudessem estar vivas.

Eu nem estava a pensar em mim, não queria que a minha irmã morresse. Nós estávamos sentadas no carro e vimos cinco pessoas a correr. Saímos e escondemo-nos de baixo do carro”, disse Juss.

Várias testemunhas confirmam ter ouvido pelo menos 30 tiros a serem disparados durante o incidente. A polícia revelou ainda que uma pessoa foi atingida a alguns metros da discoteca, pois o suspeito também abriu fogo contra uma casa e um automóvel.

Três pessoas foram detidas para interrogatório. Depois de retiradas as provas e serem concluídos os trabalhos de limpeza, o local foi considerado seguro para circulação, embora as estradas circundantes ainda continuassem fechadas.