O líder da Frente Al-Nusra, filial da Al-Qaida, pediu, esta terça-feira, aos ‘jihadistas’ no Cáucaso para atacarem civis e soldados russos em retaliação pelos ‘raides’ aéreos ordenados por Moscovo na Síria.

“Se o exército russo mata pessoas na Síria, então matem os seus. E se eles matam os nossos soldados, então matem os soldados deles. Olho por olho”, disse Abu Mohamed al-Jolani, líder da Frente al-Nusra, numa declaração tornada pública no final do dia de segunda-feira.

As declarações do líder da Al-Nusra coincidem com um ataque à embaixada da Rússia em Damasco, esta manhã, altura em que nas imediações começava uma manifestação de apoio a Moscovo - que está a dar apoio ao regime sírio no combate ao grupo Estado Islâmico, e outras fações jihadistas. 

De acordo com um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP, a explosão de dois dois obuses na embaixada criou pânico entre as cerca de 300 pessoas.

Já esta terça-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que pelo menos 39 pessoas morreram nas últimas horas em combates entre as forças do regime sírio e fações islâmicas pelo controlo da localidade de Kafr Nabuda, no noroeste da Síria.

Do total das vítimas, pelo menos 25 são efetivos e milicianos governamentais, alguns de nacionalidade não síria, enquanto os restantes são rebeldes.

Ambas as partes disputam o domínio de Kafr Nabuda, na província central de Hama, cujo controlo o exército havia tomado na segunda-feira, ainda que os rebeldes tenham conseguido conquistar terreno mais tarde.