O pai do «jihadista John» defende que não há provas que o seu filho seja o autor das decapitações do Estado Islâmico e afirma que há vários «falsos rumores» a circular, em declarações à imprensa local hoje publicadas.

«Não há nada que prove o que circula nos meios de comunicação, especialmente através de vídeos e montagens, que o acusado é o meu filho Mohammed, que está a ser referido como o alegado carrasco do Daesh [Estado Islâmico]», disse Jassem Emwazi ao jornal do Kuwait, Al-Qabas.

Segundo o diário, a entrevista - a primeira desde que surgiram as acusações contra o seu filho - decorreu numa localização secreta.

«Tenho uma mensagem para as pessoas do Kuwait: muitos dos rumores são falsos. Parece que algumas pessoas acreditaram, por isso contratei um advogado para me defender e provar que o que está a ser dito não é verdade», disse.

Anteriormente foi noticiado que Jassem Emwazi e a sua mulher disseram ter reconhecido a voz do filho.

Mohammed Emwazi, o alegado autor de, pelo menos, cinco decapitações, nasceu no Kuwait numa família de origens iraquianas. Os seus pais mudaram-se para o Reino Unido em 1993.

Desde que deixou o Reino Unido, o chamado «jihadista John» visitou o Kuwait várias vezes, a última vez em 2010.

Chegou a 18 de janeiro de 2010, via Emirados Árabes, tendo pedido para o efeito um visto usando o seu passaporte britânico, e permaneceu no país até 26 de abril, escreveu anteriormente o Al-Qabas.

Mas em 2014, foi proibido de entrar no Kuwait, depois do seu nome ter sido ligado a um ataque terrorista no Reino Unido, segundo o mesmo diário.