O Presidente norte-americano, Barack Obama, classificou a decapitação de Peter Kassig, fundador de uma organização humanitária, como um ato de «maldade pura», depois de o Estado Islâmico ter divulgado um vídeo onde se pode ver o corpo do jovem.

O vídeo mostrava também a decapitação de pelo menos outros 18 homens, descritos como militares sírios. Os assassinatos foram reivindicados pelo grupo jihadista.

Os pais de Peter Kassig disseram estar «incrivelmente orgulhosos» do trabalho humanitário que o filho vinha a desenvolver na Síria, sublinhando que o jovem «perdeu a vida como resultado do seu amor pelo povo sírio e do desejo de diminuir o seu sofrimento», afirmaram, em comunicado.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a decapitação de do refém norte-americano raptado na Síria em 2013, Peter Kassig.  As imagens mostram os jihadistas e os soldados a marcharem aos pares, uns atrás dos outros. De seguida, as imagens mostram os jihadistas a servirem-se de uma longa faca para atirarem as vítimas ao chão e decapitá-las. 

Foi também através deste vídeo que o EI reivindicou a execução por decapitação de Peter Kassig.  Segundo a Reuters, o vídeo não mostra a decapitação, mas um homem de cara tapada com uma cabeça coberta de sangue a seus pés. 
  
«Este é Peter Edward Kassig, um cidadão dos Estados Unidos», diz o homem não identificado. 

A União Europeia afirmou-se também determinada a lutar contra o grupo extremista do Estado Islâmico, depois da decapitação de mais um refém norte-americano.

«A morte brutal do trabalhador humanitário americano Peter Kassig e dos soldados sírios ilustra a determinação do Estado Islâmico/Daech para prosseguir com o seu plano de terror», afirmou em comunicado a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

«Todos os autores de violações dos direitos do Homem devem ser responsabilizados. A União Europeia não poupará esforços para atingir esse objetivo», disse.