«Feche os olhos e tenha paciência. Está tudo acabado quando fica com raiva ou grita. É quase como rezar. Odiar não é o papel dos humanos, o julgamento de Deus prevalece», terá escrito Kenji Goto no Twitter há cerca de quatro anos, segundo a agência France Presse.

 

Kenji Goto morreu no sábado, executado pelo Estado Islâmico. Era um jornalista freelancer. Deixou mulher e filho. 

O Japão vive agora assustado com a ameaça terrorista. As empresas japonesas com operações no Médio Oriente elevaram as precauções após o sequestro e alegada execução de dois reféns japoneses pelo Estado Islâmico, que no fim de semana lançou ameaças contra o Governo e cidadãos daquele país asiático.

A imprensa nipónica refere esta terça-feira várias medidas implementadas por estas empresas perante receios de que os seus trabalhadores sejam alvo de sequestro por parte do grupo jihadista.

Uma das empresas é a Mitsubishi Electric, que comercializa elevadores em países como a Arábia Saudita e Koweit, e que proibiu os seus empregados de viajarem para o Iraque.