Pelo menos 801 pessoas morreram no sul das Filipinas, após mais de três meses de combates em Marawi, onde o exército prepara o assalto final contra os extremistas do Estado Islâmico, foi noticiado esta sexta-feira.

As vítimas mortais incluem 620 rebeldes e 136 soldados, além de 45 civis, noticiaram os meios de comunicação locais, citando o mais recente balanço oficial, divulgado na noite de quinta-feira, pelas Forças Armadas.

Além disso, aproximadamente 360 mil pessoas, metade das quais crianças, continuam deslocadas pelo conflito desde 23 de maio, segundo a organização Ação Contra a Fome.

O exército filipino garantiu que tem os combatentes rebeldes, estimados em meia centena, cercados numa área de 500 metros quadrados de um bairro do centro de Marawi.

Apesar de os militares terem informado que ultimam as preparações para o assalto final, não avançaram uma data para o suposto ataque definitivo.

O conflito iniciou-se em 23 de maio, quando centenas de membros do movimento filipino Maute, aliado do grupo radical Estado Islâmico, apoiados por extremistas locais e estrangeiros pegaram em armas, queimaram vários edifícios governamentais e capturaram reféns, assumindo o controlo de parte de Marawi. 

O exército justificou o lento avanço para libertar Marawi, tendo em conta os civis que os rebeldes mantêm como escudos humanos, estimados atualmente em 50.