Uma adolescente austríaca que se juntou ao Estado Islâmico com uma amiga terá sido espancada até à morte pelos jihadistas, quando tentava fugir e regressar à Europa, de acordo com a imprensa austríaca. As entidades governamentais recusaram, no entanto, comentar o caso.

A notícia da morte de Samra Kesinovic está a ser avançada pelos tablóides Österreich e Kronen Zeitung. Este último cita uma mulher tunisina que viveu com as duas adolescentes em Raqqa e que conseguiu fugir da "capital" do auto-proclamado Estado Islâmico.

Questionado pela agência de notícias da Áustria sobre a morte de Samra, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Thomas Schnöll, afirmou que o governo austríaco não podia comentar "casos individuais". 

Samra Kesinovic, de 17 anos, e a amiga Sabina Selimovic viviam em Viena. Chegaram à Síria em abril do ano passado. Primeiro viajaram para a capital da Turquia, Ancara, e depois até à região de Adana, no sul do país, onde as autoridades lhes perderam o rasto.

Imagens das duas jovens apareceram, mais tarde, em sites ligados ao Estado Islâmico. Nas fotografias, que as autoridades acreditam ser material de propaganda para aliciar outras jovens, as adolescentes exibiam o véu islâmico e armas kalashnikov.

No incício do ano, Davis Scharia, um oficial israelita do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo, afirmou que uma das duas raparigas tinha morrido no conflito e que a outra tinha desaparecido.

“Ambas foram recrutadas pelo Estado Islâmico. Uma morreu durante o conflito, a outra desapareceu.”


As autoridades austríacas pensam que um radical islamita de Viena, conhecido como Mirsad O, foi o responsável pela radicalização das duas raparigas. O homem terá manipulado Samra e Sabina, convencendo-as a juntarem à jihad. Uma suspeita que Mirsrad rejeita.

Mirsrad O. foi detido por ligações a uma rede de financiamento de células terroristas baseada na Áustria.