Cinco atentados simultâneos esta quarta-feira na capital do Iémen, frente à casa de um chefe rebelde huti e de uma mesquita, fizeram 31 mortos e dezenas de feridos.

Quatro carros-bomba explodiram diante de uma mesquita frequentada por hutis no distrito central de Hayel. O quinto foi detonado no bairro de Jaraf, nos arredores de Saná, contra a casa do líder do comité político dos rebeldes hutis, Saleh al-Sammad.

Os atentados, realizados na véspera do início do Ramadão, foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

O conflito no Iémen já fez 2600 mortos e a situação humanitária é catastrófica no país mais pobre da Península Arábica.

“Espiões” mortos

Também no Iémen, militantes da Al-Qaeda mataram dois supostos espiões sauditas, acusando-os de esconder dispositivos de rastreamento que permitiram o assassinato do líder Nasser al-Wuhayshi pelos Estados Unidos.

Imagens publicadas nas redes sociais por apoiantes do grupo terrorista mostram militantes armados numa praia com cartazes em volta de dois homens vendados e ajoelhados na areia.

“Executaram dois sauditas, chamados Al-Mutairi e Al-Khaledi. Abriram fogo contra perante um grande grupo de moradores”, disse uma testemunha à agência Reuters por telefone. 

Mais tarde os cadáveres dos dois homens foram exibidos amarrados a tábuas de madeira e pendurados numa ponte.