O filho de um político, do Governo do Bangladesh, estava entre o grupo de sete terroristas que mataram 20 reféns estrangeiros num restaurante em Daca. Imtiaz Khan Babul já manifestou estar em choque com a notícia.  

Em entrevista à DNTV, disse estar “atónico” com as informações que tinha recebido acerca do filho, Rohan Imtiaz, de 21 anos.

“Nunca podemos imaginar”, disse Babul acrescentando que o filho estava desaparecido há já alguns meses.

Não havia nada em casa, nem livros, nem nada que desse a entender que ele pudesse ir por esse caminho. Não fazíamos ideia”, referiu o político.

No entanto, quando deu conta do desaparecimento, Babul manifestou preocupação às pessoas mais próximas. No entanto, também percebeu que o filho não era o único desaparecido: 

Quando estava à procura do meu filho, descobri que muitos jovens estavam também desaparecidos. Jovens bem formados, de boas famílias, instruídas , filhos de pessoas com profissões liberais, filhos de funcionários”, disse Babul.

Tendo em conta esta informação, o Ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, explicou à agência francesa AFP que os autores do atentado terrorista em Daca, num restaurante frequentado por estrangeiros, eram jovens com habilitações e de famílias ricas, confirmando a especulação de Babul. 

O atentado em Daca foi reinvindicado pelo Estado Islâmico e resultou na morte de seis jovens do grupo que desencadeou o ataque, entre os quais estava um jovem inocente, que foi apanhado no meio do tiroteio.

Do grupo que orientou o atentado sabe-se ainda que, pelo menos um, foi formado numa universidade particular do país e outro com 18 anos é de uma escola de renome. Para além do filho de Babul, estaria ainda envolvido um educador de infância com 26 anos.

Dos 20 reféns que foram mortos no atentado no bairro diplomático de Daca, nove eram italianos, sete japoneses, um americano, um idiano e dois naturais do Bangladesh.