O presidente norte-americano, Barack Obama, vai presidir a 25 de setembro a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em que pretende fazer adotar uma resolução sobre a ameaça dos «jihadistas» estrangeiros a operar na Síria e no Iraque.

A reunião terá lugar em Nova Iorque ao nível dos chefes de Estado e de governo, em simultâneo com a assembleia-geral das Nações Unidas, indicou a embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power.

Os Estados-Unidos assumem este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança.

«Assistimos ao aumento do número de terroristas que viajam para combater em conflitos no estrangeiro», explicou a diplomata, referindo-se nomeadamente às centenas de estrangeiros que se juntam às fileiras do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e que, acrescentou, «costumam regressar radicalizados devido a esta experiência».

«Procuramos um consenso sobre a gravidade desta ameaça e a necessidade de uma ação coletiva», disse, mencionando estarem a decorrer conversações para a aprovação de uma resolução.

A posição pretende «encorajar a cooperação internacional para impedir os combatentes terroristas estrangeiros de viajar» e envolver mais a ONU.

Por outro lado, a resolução pretende incentivar os governos nacionais a reforçarem os seus controlos.

Alguns países europeus, entre os quais a França e o Reino Unido, já anunciaram medidas neste domínio.

Washington estima que 12 mil estrangeiros se tenham juntado ao Estado Islâmico ou à Frente Al-Nusra (braço da Al-Qaeda) no Iraque e na Síria.