A resposta dos EUA às ameaças dos rebeldes do Estado Islâmico estão à vista: já foram realizados praticamente 200 ataques aéreos no Iraque e foi aberta esta madrugada uma nova frente de batalha na Síria, com o lançamento de 20 raides aéreos, numa ação militar conjunta com os aliados árabes, também a partir do mar e de forças terrestres que resultaram em mais 14 ataques contra os rebeldes do Estado Islâmico (EI).

A decisão de realizar estes ataques foi tomada bem cedo, esta terça-feira, pelo US Central Command, responsável pelos interesses de segurança dos EUA em 20 países, como o próprio revelou no Twitter, indicando a luz verde de Barack Obama:





O departamento de defesa norte-americano fez há pouco, como prometido há várias horas, um balanço detalhado deste ataque, tanto no Twitter como no Facebook: foram destruídos «vários alvos» nas proximidades de Raqa, uma cidade tida como o bastião dos jihadistas, bem como em Dayr az Zawr, Al Hasakah, e Abu Kamal. Esses alvos vão desde a morte de extremistas do EI, como aos campos de treino, sedes e instalações de comando e controlo, instalações de armazenamento, camiões de abastecimento e veículos armados. A agência de notícias Reuters indica que pelos menos 20 combatentes do EI foram mortos nos ataques.



A força aérea dos EUA, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros integraram a operação, que consistiu no lançamento de 47 mísseis de longo alcance, a partir do mar, bem como raides aéreos. O departamento de defesa dos EUA indica, ainda, que o Reino do Bahrein, da Jordânia, da Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos «também participaram ou apoiaram os ataques aéreos», mas fica por saber qual o papel que desempenharam ao certo. A única garantia é a de que «todas as aeronaves saíram com segurança» da operação. O Reino Unido não participou do ataque e tudo indica que a Turquia também não.

Entretanto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos fala em mais ataques - pelo menos 50 - só nas províncias de Raqqa e Deir al-Zor. Damasco já veio dizer que foi informado pelos EUA da intenção de avançar com a ofensiva, mas as autoridades dos EUA descartaram uma coordenação direta com o governo de Bashar al-Assad.

Estes ataques na Síria assumem-se como uma nova frente de batalha, depois de mais de um mês de ataques aéreos no Iraque, que também continuam. Ainda ontem, os EUA realizaram quatro ataques aéreos no território iraquiano sob domínio dos jihadistas. Conseguiram destruir dois veículos blindados dos extremistas, bem como um outro armado e uma posição de combate no sudoeste de Kirkuk. No total, as forças de Obama já levaram avante nada menos do que 194 ataques aéreos em todo o Iraque, tendo como alvo o combate ao autoproclamado Estado Islâmico.

Tudo «como parte da estratégia global do Presidente para degradar e, por último, derrotar, o EI», lembra o departamento de defesa norte-americano, que promete continuar com os ataques aéreos nos dois países, tendo sempre como alvo o grupo terrorista.