Durante três horas seguidas, Omar Mateen matou e feriu mais de meia centena de pessoas, numa discoteca em Orlando. O FBI revela, esta segunda-feira, a transcrição da primeira chamada que o atirador fez para falar com a polícia.

O atacante exigiu que a América parasse de bombardear a Síria e o Afeganistão, sublinhando que essa era a razão da sua presença naquele clube noturno.

Durante essas comunicações com a polícia Omar Mateen afirmou-se um "soldado islâmico".

A primeira chamada, hoje revelada, tem cerca de 50 segundos e foi transcrita pela BBC.

Polícia: Emergência 911, esta chamda está a ser gravada.

Mateen: Em nome de Deus, o Misericordioso, o benfeitor [em árabe]

Polícia: O quê?

Matten: Louvado seja Deus e os seus oradores, a paz esteja com o seu profeta [em árabe]. Eu digo-lhe, estou em Orlando e fiz os disparos.

Polícia: Como se chama?

Mateen: O meu nome é a promessa de fidelidade a [omitido]

Polícia: Certo, qual é o seu nome?

Mateen: Eu presto fidelidade a [omitido], deixai Deus protegê-lo em nome de [omitido]

Polícia: Tudo bem. Onde se encontra?

Matten: Em Orlando.

Polícia: Em Orlando, onde?

[Fim da chamada]

Um porta-voz do FBI disse aos jornalistas que Matten falou de forma “relaxada, calma e deliberada”. O representante do FBI referiu, também, que Mateen era um radical doméstico,  não havendo nenhum grupo terrorista estrangeiro por detrás do tiroteio.

Da transcrição revelada hoje, o FBI omitiu os nomes dos grupos e pessoas a quem o atirador jurou fidelidade. Anteriormente, a polícia alegou que Matten revelou ter ligações a Abu Bakr al-Badhdadi, o líder do auto-proclamado Estado Islâmico.

Alguns dos sobreviventes da tragédia de Orlando disseram à polícia que o sequestrador ameaçou colocar quatro coletes de explosivos nas vitímas, mas nenhum desses coletes foi encontrado.