Um encontro inédito arrancou esta sexta-feira em Viena, na Áustria. Vários países reunidos para discutir o futuro da Síria. De um lado da mesa sentam-se os Estados Unidos que apoiam os rebeldes, do outro, Rússia e Irão, que defendem a legitimidade do poder de Bashar al Assad. Todos juntos contra o Estado Islâmico.

Na mesa sentam-se ainda representantes da Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, França, Alemanha, Egito, Líbano, Iraque, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e China.
 
O encontro começa com a notícia de mais de quatro dezenas de mortos em Damasco, capital da Síria, num ataque a um mercado numa zona controlada pelos rebeldes e que estes atribuem a autoria às forças do regime, segundo noticia a BBC.

A guerra que leva quase quatro anos, já fez centenas de milhares de mortos e obrigou mais de dez milhões de sírios a abandonarem as suas casas.

Não são esperadas conclusões deste primeiro encontro. O presidente sírio não estará presente nesta reunião, mas é garantido que o seu nome vai ser falado muitas vezes. Deve ou não Assad ter um papel na transição? A questão está longe de ser consensual entre os países que combatem na Síria.

Os trabalhos começaram esta sexta-feira, mas o secretário da Defesa norte-americano já teve encontros bilaterais com os representantes do Irão e da Rússia. John Kerry a fazer de fiel de uma balança difícil de equilibrar.

Os rebeldes contestam a presença do Irão, suspeito de apoiar com armamento as forças do regime nos últimos anos. Os Estados Unidos, líderes da coligação que combate o presidente sírio, acusam a Rússia de ter feito ataques aéreos a zonas controladas pelos rebeldes e não só a alvos do Estado Islâmico.