Uma vala comum com os restos dos corpos de 23 homens iasidis, mortos pelos 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI), foi descoberta no norte do Iraque, foi divulgado este sábado.

A vala comum foi descoberta na sexta-feira perto da aldeia de Bardiyane, com base numa informação dada por um habitante local, indicou o porta-voz do ministério dos Mártires da região autónoma do Curdistão iraquiano, Fuad Othmane.

O responsável disse que as vítimas foram todas mortas com balas e que alguns tinham as mãos atadas.

No último domingo, combatentes curdos tinham descoberto os restos dos corpos de 25 iasidis - homens, crianças e mulheres - um pouco mais a sul, no setor do Monte Sinjar, um bastião desta comunidade.

Segundo Othmane, dezenas de outros corpos foram encontrados numa outra vala comum no setor de Hardane.

O grupo extremista, que no ano passado assumiu o controlo de diversas partes do território iraquiano, designadamente no oeste e no norte do país, foi depois expulso de algumas regiões por forças curdas ou pelo exército iraquiano, apoiados por milícias aliadas.

Segundo a Amnistia Internacional, considerada como herege pelo EI, a minoria iasidi foi particularmente atingida pelos atos dos 'jihadistas'. A organização refere que o EI procedeu a múltiplas execuções de homens iasidis e raptou centenas , ou mesmo milhares de mulheres, que foram vendidas como esposas aos 'jihadistas' ou reduzidas a escravas sexuais.

O EI tem multiplicado atos de violência nas regiões que controla tanto no Iraque como na vizinha Síria, onde o grupo 'jihadista' se envolveu na guerra desde 2013.

Os defensores dos direitos humanos e a Organização das Nações Unidas (ONU) acusaram esta organização ultra-radical sunita de limpeza étnica e de crimes contra a humanidade.