O parlamento da Austrália aprovou, na noite de quinta-feira, uma lei que vai permitir a retirada de cidadania a pessoas com dupla nacionalidade envolvidas em atos de terrorismo, apesar de dúvidas quanto à constitucionalidade da medida.

O procurador-geral, George Brandis, disse que a norma será aplicada em “circunstâncias muito limitadas” e que pretende garantir a segurança no país e melhorar a capacidade das agências de contraterrorismo.

Brandis não garantiu que a lei resista a um recurso de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal, mas assegurou que a legislação foi feita de forma tão consistente “quanto possível do ponto de vista constitucional”.

A Austrália tem cerca de 110 cidadãos a combater pelo Estado Islâmico na Síria, segundo revelou Brandis no início de novembro.

Os atentados em Paris, a 13 de novembro, reivindicados pelos jihadistas, abalaram o mundo e levaram os países a reforçar as medidas de seguranças, no sentido de eliminar ameaças terroristas iminentes.