A Arábia Saudita anunciou, esta segunda-feira, a formação de uma coligação de 34 estados islâmicos para combater o terrorismo. De acordo com o ministro saudita da Defesa, citado pela Reuters, a coligação, de cariz militar, não vai combater apenas o Estado Islâmico.
 
A coligação não vai confrontar apenas o Estado Islâmico: "Mas qualquer grupo que nos defronte”, disse o governante saudita. 

"Os países aqui mencionados decidiram sobre a formação de uma aliança militar liderada pela Arábia Saudita para combater o terrorismo, com um centro de operações conjuntas com sede em Riyadh para coordenar e apoiar as operações militares", lê-se ainda no comunicado.

Na lista, estão países árabes como Egito, Qatar e os Emirados Árabes Unidos, juntamente com a Turquia, Malásia, Paquistão e alguns Estados africanos. O Irão não entra, até porque há conflitos em curso entre as duas potências regionais na Síria e no Iémen, com centenas de ataques aéreos em curso há nove meses. 

Em conferência de imprensa, o príncipe herdeiro e ministro da Defesa da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, disse que se iriam "coordenar" esforços para combater o terrorismo no Iraque, Síria, Líbia, Egito e Afeganistão, mas deu poucas informações mais detalhadas.

"Haverá uma coordenação internacional com as grandes potências e organizações internacionais, em termos de operações na Síria e no Iraque. Não podemos realizar essas operações sem coordenação, com legitimidade", disse apenas.

Também hoje mesmo, Barack Obama indicou que os EUA estão a atacar "como nunca" o Estado Islâmico. O presidente norte-americano admitiu, porém, que os progressos têm de ser mais rápidos, nesta que é uma "luta difícil".