A estação de televisão Sky News fez descobertas impressionantes numa cidade síria recentemente libertada pelas forças curdas ao autoproclamado Estado Islâmico. Foram encontradas bombas-armadilhadas, bombas caseiras, forcas e até um local que os jihadistas utilizariam para violar mulheres.

Al-Shaddadi, no norte da Síria, acabou por ser libertada na sequência de uma série de ataques aéreos, há cerca de 15 dias, e é, agora, uma cidade fantasma que deixa transparecer a máquina de terror do Daesh.

As bombas tinham vários tamanhos e eram colocadas em embalagens de cozinha e outros objetos caseiros. A equipa encontrou também, pelo menos, um colete suicida e um lote de placas de pressão empilhadas ao lado de tambores recheados com explosivos.

Foram ainda encontradas granadas de artilharia e foguetes.

Algumas das armas serão usadas como prova de que o presidente sírio Bashar Al-Assad está ligado aos combatentes do Estado Islâmico, financiando-os, avança ainda a Sky News.

A cidade, que fica a cerca de 240 quilómetros de Raca, considerada a “capital do Estado Islâmico”, está agora reduzida a escombros. Postes de eletricidade estão a ser reinstalados.

Al-Shaddadi é importante quer em termos geográficos, quer em termos estratégicos, devido à sua localização e recursos. Retirá-la ao grupo extremista foi um sucesso militar importante para derrubar o Estado Islâmico e reduzir o seu domínio.

A equipa de jornalistas descreve a cidade em escombros e explica que os slogans do Estado Islâmico ainda estão afixados em todo o lado.

Um grande edifício foi transformado numa “casa de violação”, onde abusavam de mulheres. Nesse local, haviam bombas ligadas aos interruptores de luz.

Haviam também folhetos que indicavam como é que as mulheres se deveriam vestir.

A equipa encontrou uma família que ainda estava abrigada numa casa em Al-Shaddadi e que explicou aos jornalistas que não era permitido às mulheres ir à rua, a menos que estivessem acompanhadas por alguém do sexo masculino.

As forças democráticas sírias encontraram ainda um espaço onde os jihadistas reuniam peças do tesouro arqueológico. Os militares acreditam que as peças datam de há pelo menos 6.000 anos e podem ter sido usadas pelo grupo para financiar a campanha militar.