Jaffar Deghayes, de 17 anos, é o 25º jihadista britânico a ser morto na Síria, confirma a família do adolescente à comunicação social.

 

O jovem de Brighton tinha 16 anos quando saiu para lutar ao lado dos dois irmãos mais velhos, Abdullah e Amer, e de um amigo, Ibrahim Kamara, para combaterem por Jabhat al-Nusra, a filiação síria da Al-Qaeda.

 

A morte de Jaffar ocorre apenas seis meses após outro dos seis irmãos, Abdullah, de 18 anos, ter sido morto enquanto combatia em Kassab, na província de Latakia da Síria.

 

Com o óbito de Jaffar são já 25 o número de jihadistas britânicos mortos no conflito. Na semana passada, dois ingleses de Portsmouth, Medhi Hassan e Manurnur Rahman, foram mortos enquanto combatiam pelo Estado Islâmico na batalha pela cidade de Kobani.

 

«Amer enviou-me uma mensagem através da internet. Tudo o que sei é que (Jaffar) estava a lutar contra Assad e foi morto em batalha. Não sei muito mais. Só posso esperar e rezar a Deus para aceitá-lo e ter misericórdia para com ele», disse o pai, Abubaker Deghayes.

 

«Estou muito triste. Mais uma vez, procuro conforto no fato de que a sua intenção era ajudar as pessoas oprimidas, mas nunca concordei com a sua decisão de viajar para a Síria», acrescentou Abubaker.

 

O pai descreveu as ações de Jaffar como «a tentativa de um jovem, com uma escassa experiência de vida, para lutar contra um tirano [que está] a massacrar civis».

 

Os irmãos Deghayes são sobrinhos de Omar Deghayes, visto como inimigo dos EUA, preso no campo de detenção de Guantánamo, entre 2002 e 2007, depois de ter sido preso no Paquistão.

 

Omar, que passou seis anos preso devido a um engano de identidade, escreveu no Facebook, em árabe, confirmando a morte do rapaz: «Estamos a relembrar e a honrar a memória de um jovem sincero e verdadeiro. Que a paz que vem de Alá aceite a sua».

 

«Perder um filho é horrível, mas perder dois é inimaginável. A família deve estar a passar por um momento terrível. Não entendo por que é que esses adolescentes colocam assim as vidas em risco», disse uma vizinha da família, que não quis ser identificada, ao Daily Maily.

 

«Estamos cientes de relatórios sobre a morte de um cidadão britânico na Síria. Como não temos nenhuma representação na Síria, é extremamente difícil obter qualquer confirmação de mortos e feridos e as nossas opções para apoiar os cidadãos britânicos são extremamente limitadas», disse um porta-voz do Ministério das Relações Externas.

 

Sir Bernard Hogan-Howe, comissário da Polícia Metropolitana, disse que por semana se juntam cerca de cinco extremistas britânicos ao Estado Islâmico, estimando que pelo menos 500 combatentes de origem britânica viajaram para o Oriente Médio para participarem no conflito.