O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recusou, esta segunda-feira, confirmar se conhecia ou não as escutas à chanceler alemã Angela Merkel. Contudo, numa entrevista à ABC, Barack Obama assegurou aos norte-americanos que as ações de espionagem realizadas são apenas para proteção da pátria e que pretende fazer uma revisão dos procedimentos da Agência Nacional de Segurança (NSA) para se certificar que a agência mantém a capacidade técnica de espionagem sob controlo.

«As operações nacionais de segurança, geralmente, têm um único propósito, que é assegurarmo-nos de que o povo norte-americano está seguro e de que estou a tomar as decisões corretas. Eu sou o utilizador final de toda a informação recolhida. Mas eles estão envolvidos num sem número de assuntos», disse Obama.

«Nós damos-lhes orientações de procedimentos, mas o que temos visto nos últimos anos é que as suas capacidades se têm desenvolvido e expandido. É por isso que eu vou iniciar uma revisão dos procedimentos, para me assegurar que eles são capazes de fazer o que estão a fazer», acrescentou o Presidente.

Entretanto, a Comissão de Inteligência do Senado norte-americano anunciou já uma revisão em massa do sistema de escutas do país. De acordo com a BBC, a presidente da Comissão, Diane Feinstein, admitiu mesmo que a espionagem a líderes de nações amigas estava errado e que a Administração de Barack Obama lhe disse que essa espionagem iria parar.

Contudo, a BBC cita também um alto representante da Casa Branca que assegura que não há, por enquanto qualquer plano para alteração da política de escutas.

Entretanto, cresce a pressão para se perceber como era possível o próprio presidente Barack Obama desconhecer a extensão das operações de espionagem em diversos países, como a Alemanha e a Espanha. Isto depois de o próprio Obama ter anunciado a intenção de investigar as atividades de espionagem, depois de alegações de escutas a aliados dos Estados Unidos.

Notícia atualizada às 12:35