A NSA invadiu os servidores do Google e do Yahoo para conseguir aceder a milhões de contatos de utilizadores de todo o mundo, avança o «The Washington Post».

Segundo os documentos divulgados por Edward Snowden, a agência tinha acesso a milhões de dados por dia, muitos deles pertencentes a americanos. No entanto, de acordo com um documento de 9 de janeiro deste ano, a agência apenas guardava a maior parte dos contatos que recolhia, descartando os restantes, e enviava-os para a sua sede em Fort Meade, em Maryland.

Todo este processo de mecanismo de espionagem era feito debaixo de um projeto denominado «MUSCULAR» que se realizava em colaboração com a agência britânica GCHQ.

Esta não é a primeira vez que a NSA se associa a gigantes tecnológicos. Os documentos de Snowden foram tornados públicos no projeto PRISM, através do qual a NSA tinha acesso ao Google e ao Yahoo, mas de forma aberta.

No entanto, o projeto MUSCULAR muda as coisas. Apesar de a Casa Branca não ter confirmado a existência deste projeto, quer o Google quer o Yahoo já se pronunciaram sobre a invasão.

Em comunicado, o Google considera «preocupantes e problemáticas as afirmações de que o Governo interceptou o tráfego de informação entre os nossos centros de dados. Não temos nenhuma prova dessa atividade».

O Yahoo seguiu a mesma linha e afirma ter «estrito controlo para proteger a segurança dos centros de dados e nunca deram acesso aos mesmos à NSA».

Empresas privadas norte-americanas ajudam a espiar na Alemanha

Cerca de 30 empresas privadas norte-americanas estão diretamente envolvidas nas operações de espionagem dos Estados Unidos na Alemanha, ajudando, por exemplo, na análise de escutas ou na coordenação de missões de agentes secretos, revelou hoje o semanário «Stern».

Segundo o semanário alemão, cuja edição será publicada na quinta-feira, estas empresas também estão envolvidas na formação de soldados em técnicas de espionagem.

O «Stern» avançou ainda que estas estruturas empresariais poderão estar eventualmente envolvidas na coordenação de missões com aviões não tripulados a partir da cidade de Estugarda (sudoeste da Alemanha), onde fica a sede do comando militar dos Estados Unidos para África (AFRICOM).