Os transexuais não podem ser padrinhos de batismo. Esta é a posição do Vaticano e voltou a ser reiterada esta semana, depois de a diocese de Cádis e Ceuta, em Espanha, ter pedido um parecer sobre esta matéria.
 
O bispo Rafael Zornoza Boy questionou o Vaticano a propósito de um caso em concreto: Alexander Salinas, um jovem transexual de 21 anos, da localidade de San Fernando, queria ser padrinho dos sobrinhos.
 
A resposta do Vaticano foi perentória: "o comportamento de um transexual mostra publicamente uma atitude contrária ao imperativo moral de resolver o problema da identidade sexual segundo a verdade do próprio sexo.” Ainda na mesma resposta, o Vaticano disse esperar que esta atitude não seja vista como “discriminação”.
 
O esclarecimento de Roma foi revelado em comunicado no site da diocese espanhola. Nesse texto, o bispo Zornoza Boy afirmou que o Papa Francisco já tinha assinalado "em várias ocasiões" que este comportamento é “contra a natureza do Homem”.
 

“O Papa Francisco já disse, em várias ocasiões, e em linha com a doutrina da Igreja, que este comportamento é contra a natureza do Homem.”

 
O responsável acrescentou que a Igreja “quer ajudar toda a gente com compaixão, mas sem rejeitar a verdade da sua doutrina”.
 
Alexander Salinas tinha pedido para ser padrinho dos sobrinhos em julho, mas a paróquia negou-lhe esta possibilidade. O caso foi alvo de alguma atenção mediática e, por isso, o bispo da diocese da paróquia decidiu pedir um esclarecimento à Congregação para a Doutrina e a Fé do Vaticano.

Insatisfeito com a decisão final, Salinas decidiu romper relações com a Igreja Católica e, de acordo com o "El País", vai agora manter a sua fé no âmbito pessoal, à margem da instituição.