O Tribunal de Madrid ordenou o bloqueio de todas as contas bancárias do ex-vice-presidente do governo espanhol e ex-dirigente do FMI, Rodrigo Rato, detido esta quinta-feira após uma busca à sua habitação, no bairro madrileno de Salamanca.

A Associação Espanhola de Banca (AEB), a Confederação Espanhola de Caixas e Aforros (CECA) e a União Nacional de Cooperativas de Crédito (Unacc) foram instruídas a bloquear contas correntes, depósitos, fundos de investimento e de pensões, cujo titular seja Rodrigo Rato.

Segundo o «El País», o bloqueio foi ordenado pelo juiz Enrique de la Hoz, que pediu às entidades envolvidas um esclarecimento sobre a situação financeira do ex-vice-presidente espanhol.

Rodrigo Rato foi detido na sequência de uma denúncia que pedia uma investigação imediata à casa do ex-vice-presidente e é suspeito de crimes de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens. 

Fontes jurídicas disseram, à EFE, que a denúncia não visava apenas Rato, mas não foram adiantados mais pormenores, uma vez que o caso está em segredo de justiça. 

A detenção acontece depois de se saber que o ex-dirigente do FMI beneficiou com a denominada amnistia fiscal aprovada pelo executivo de Mariano Rajoy, em 2012, para regularizar o seu património.