As autoridades espanholas suspeitam que elementos da Resistência Galega (RG) tenham sido responsáveis pela colocação do engenho que explodiu durante a madrugada, desta quarta-feira, em frente ao edifício da autarquia de Baralla, na região de Lugo.

A explosão, que não provocou vítimas, ocorreu cerca das 05:00 locais (04:00 em Lisboa) e causou danos ao edifício da autarquia e a, pelo menos, uma casa próxima.

Segundo fontes policiais as investigações preliminares sugerem que se usou uma panela de pressão, idêntica à usada em atentados no passado.

Samuel Juárez, delegado do Governo espanhol na Galiza, confirmou aos jornalistas que as suspeitas deste ataque com uma bomba artesanal, recaem sobre o grupo Resistência Galega. Apesar de o atentado «não ter sido reivindicado, o modus operandi sugere que tenha sido o grupo independentista o autor», afirmou.

Apesar de ainda se aguardarem o resultado das análises ao engenho explosivo, Samuel Juárez, avança que este teria «três a cinco Kgs de pólvora» que estava «acondicionada dentro de uma panela de pressão».

Em outubro de 2013, um outro engenho, em tudo idêntico ao que explodiu esta madrugada, causou danos no edifico da autarquia de Beade, em Ourense. Samuel Juárez explica também que, até agora «o grupo atacava sedes de partidos políticos e empresas. Mas, entretanto, voltou-se para os símbolos da representação popular, como forma de, através da violência, subverter a ordem e a democracia».

Além disso, na próxima semana, começa o julgamento de três pessoas suspeitas de ligações ao grupo Resistência Galega. «Não nos parece que seja coincidência», conclui o responsável.