O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, reiterou, esta sexta-feira, que o seu partido não pretende formar uma grande coligação com os socialistas do PSOE se não conseguir maioria nas eleições de domingo, rejeitando um acordo como aconteceu na Alemanha entra a CDU e o SPD.
 

“Não sei quem propôs isso. Eu não fui. Ninguém no PP propôs essa coligação”, disse Rajoy numa entrevista à rádio RNE.


Ainda que o PP seja o favorito para vencer as eleições, segundo as últimas sondagens, o mais certo é que o partido não consiga uma maioria absoluta. Esta possibilidade abre portas à necessidade de um entendimento com pelo menos outro partido. Porém, como aconteceu em Portugal, com o PSD e o CDS, para já Rajoy prefere apostar no discurso de que é preciso garantir uma maioria para que o país tenha um Governo estável.

Rajoy garantiu que não propôs uma coligação, porém está certo que o PSOE e o Podemos vão fazê-lo, se não conseguirem maioria.

“O que o PP tem de fazer é ganhar as eleições, que é a única alternativa a essa coligação do PSOE e do Podemos”, acrescentou à Rádio Nacional Espanhola.


Como escreve o El País, o presidente do PP já tinha advertido, numa entrevista à rádio COPE, para a possibilidade de emergir destas eleições uma coligação mais alargada, com até “oito ou nove” partidos, entre os quais o PSOE, o Podemos, o PNV e o Amaiur, que seria “extremamente negativo para o país.”

“O pior que pode acontecer a Espanha é ter uma coligação monumental. Se o PP tiver mais [votos] impedirá que possa existir um Governo de sete forças políticas”.


O primeiro-ministro espanhol admitiu, no entanto, que terá de tentar conseguir um acordo caso não consiga maioria, tendo já classificado como “incompreensível” que o partido Ciudadanos já se tenha excluído de quaisquer entendimentos.