O Ministério Público espanhol pediu, esta terça-feira, 19 anos e meio de cadeia e uma multa de 3,5 milhões de euros para o Duque de Palma, Iñaki Urdangarin, e 16 anos e meio para o seu antigo sócio, Diego Torres. Os dois são acusados de desviar cerca de 6,2 milhões públicos.


As alegações finais do caso Nóos tiveram lugar esta terça-feira e foram tornadas públicas pela Europa Press. O Ministério Público apresentou 673 páginas de alegações finais, onde pede um total e 103 anos de cadeia divididos pelos 14 arguidos do caso.  

De acordo com a acusação, Urdangarin e Torres ergueram uma estrutura «oca de conteúdo real» e urdiram «uma trama de faturação fictícia» para se apoderarem do dinheiro público. Para isso, utilizaram o instituto Nóos, que «colocaram ao serviço dos seus interesses comerciais».



Apesar de considerar que sobre a Infanta Cristina não recaem indícios de ter cometido qualquer crime, a acusação reclama que pague uma fiança de responsabilidade civil de 587 413 euros. Já a mulher de Torres, Ana Maria Tejeiro, deverá pagar 1 144 240 euros. O Ministério Público considera que ambas beneficiaram dos proveitos dos crimes obtidos pelos maridos. 

O escândalo de corrupção que abalou a monarquia espanhola envolve o marido da infanta, Iñaki Urdangarin, suspeito de ter desviado milhões de euros de fundos públicos por meio do Instituto Nóos, uma sociedade filantrópica a que presidiu entre 2004 e 2006. Diego Torres, ex-sócio do marido da Infanta Cristina, está indiciado pelos mesmos crimes, mas só tem um delito contra o tesouro público.