Uma mulher mentiu durante 22 anos ao ex companheiro sobre a paternidade de um filho que, afinal, não era dele e ao qual este pagou a pensão de paternidade. O caso aconteceu na Catalunha, Espanha, e veio a público após o homem ter interposto uma ação em tribunal para pôr fim à paternidade, ao mesmo tempo que conseguiu uma indemnização de quase 150 mil euros, noticia o jornal espanhol El País.

O tribunal de Girona, em Espanha, ditou a sentença a 19 de abril deste ano, dando razão ao suposto pai, que não o era. Segundo o mesmo jornal o individuo estará a receber tratamento psiquiátrico, devido aos danos emocionais.

A progenitora sempre teve conhecimento de a verdade, produto de uma traição ao ex-marido. E embora o alegado pai conhecesse a traição, o juíz considerou que não haveria forma de saber que a criança, hoje um jovem homem, era produto desse ato.

Pelos factos, a indemnização de 10 mil euros, por danos morais, ditada por lei, foi considerada insuficiente e pedido um valor de 40 mil euros, a que acrescem os valores reclamados pelo ex-marido relacionados com testes de paternidade, o subsídio de subsistência, pago desde a assinatura do contrato de separação e o custo da universidade até saber que não era o pai.

Como resultado, o pedido de reembolso ronda os 107 mil euros, o que supõe um montante total de 147,269.68 euros a pagar pela ex-mulher.