Dezassete dias depois do desaparecimento da jovem espanhola Diana Quer, a mãe reformulou o seu testemunho. Depois de ter passado duas semanas a negar que a filha tivesse regressado à casa onde estavam a passar férias, eis que, segundo o seu advogado, Pedro de Bernardo, a mulher admitiu que a filha terá ido a casa mudar de roupa.

Esta alteração na sua versão dos factos surge após a investigação ter apurado que o sinal de telemóvel da jovem foi captado nessa noite naquela casa de Pobra do Caramiñal, na Corunha, ou muito perto.

A mãe, segundo o El Mundo, veio admitir que a rapariga pode ter voltado a casa para trocar as calças cor-de-rosa com que foi descrita na ficha do desaparecimento, por uns jeans, mas que não se apercebeu de nada. 

Este facto terá ocorrido pelas 03:30 da madrugada de 22 de agosto. O sinal do telemóvel perdeu-se a partir das 04:00.

A cronologia dos acontecimentos indicia que a mãe deixou Diana com as amigas junto a um parque de diversões por volta das 22:30. A mãe terá voltado a contactar a filha nessa noite, pela 01:30, para saber se queria que a fosse buscar e Diana disse que não. Pelas 02:30, Diana terá enviado uma mensagem a um amigo a dizer que estava “apavorada”.

A investigação tenta perceber se Diana entrou ou não num carro nessa noite. Mais dúvidas do que certezas sobre o desaparecimento da jovem madrilena de 18 anos. O pai, que não vivia com as filhas desde o divórcio, admitiu numa entrevista na televisão que Diana estava “vulnerável” e levantou reservas sobre algumas “amizades”.