Passados dois anos, o tribunal declarou Rosario Porto e Alfonso Basterra, na manhã de terça-feira, culpados pela morte da filha adotiva de 12 anos, Asunta. A menina morreu a 21 de setembro de 2013 no município de Teo, na Galiza, em Espanha, depois de ter sido drogada e asfixiada.

Depois de mais de 40 horas de deliberação, repartidos em quatro sessões, os nove membros do jurí chegaram ao veredito por unanimidade. Todos consideraram que ambos os pais concordaram em fornecer a droga nos meses anteriores à morte e que concordaram drogar e sufocar a vitima no dia da morte.

De acordo com o jornal espanhol "El Mundo", o tribunal negou a possibilidade de perdoar ou reduzir a pena. O procurador pediu 18 anos de prisão para cada um, mas a acusação pediu 20, salientando o sofrimento de Asunta no ambiente familiar, durante os últimos três meses de vida.  Depois da leitura do veredito desta sexta-feira, a revelação da sentença deve demorar algumas semanas. O juiz ainda vai definir a pena final a cumprir por cada um dos culpados.

De acordo com o Jornal La Voz de Galicia, os advogados de defesa anunciaram que vão recorrer, já que tinham pedido 17 anos e meio - pena mínima por homicídio - para Rosario Porto e 12 anos e meio para Alfonso Basterra, por homicídio sem premeditação.

O corpo de Asunta Basterra foi encontrado no dia 22 de setembro de 2013, numa estrada florestal em Teo, em Espanha. Rosario Porto terá esperado pela noite para esconder o corpo da filha no carro e abandoná-lo, depois do casal ter passado três meses a administrar uma dose diária de Orfida a Asunta.

As autoridades acreditam que os pais de Asunta Basterra a mataram, para ficar com uma herança.