O Supremo Tribunal Espanhol mandou arquivar o processo de paternidade instaurado por Ingrid Sartiau ao antigo Rei Juan Carlos.

O recurso apresentado pelos advogados do Rei foram aceites pelo tribunal superior por sete votos contra três, segundo o «El País». 

Os advogados argumentavam que a demanda apresentava incoerências e incorreções, Os juízes deferiram assim o pedido, voltando atrás e não sujeitando o monarca ao teste de paternidade, depois de, em janeiro e após a «mudança de estatuto» de Juan Carlos, terem admitido o pedido da belga de 49 anos.

Ingrid Sartiau afirma que Juan Carlos teve um caso com a sua mãe nos anos 60, enquanto ainda era príncipe, mas já casado. 

Ingrid  Sartiau é o segundo caso de filho fora do casamento a envolver Juan Carlos. Também Alberto Sola, natural de Barcelona, exigiu um teste de paternidade ao Rei, em 2012, afirmando que a sua mãe também se teria envolvido com o então príncipe, em 1956. 

Ambos os processos foram rejeitados em 2012 devido  à imunidade que o então Rei dispunha. Depois de ter abdicado do trono no ano passado, a favor do seu filho, agora Rei Felipe VI, Juan Carlos perdeu esse privilégio (ainda que o parlamento tenha mantido alguma parte da sua «imunidade»).