Houve um incidente nas bombas que alimentam o sistema contra incêndios da central Trillo, em Espanha, mas o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol já veio classificá-lo como sendo de “grau zero”. Ou seja, “sem significado para a segurança”. 

O sucedido, que não teve impacto nos trabalhadores, no público nem no meio-ambiente, foi classificado provisoriamente com nível zero na Escala Internacional de Situações Nucleares”.

A central nuclear de Trillo, situada a cerca de 150 km a leste de Madrid, comunicou ao Conselho, no final da manhã de quarta-feira ter detetado que duas das três bombas que alimentam o “sistema contra incêndios convencional” tinham estado “inoperacionais conjuntamente durante mais de sete dias, sem que tenham sido tomadas as ações” previstas nos regulamentos.

Essas ações consistem em “recuperar a operacionalidade de, pelo menos, uma das duas bombas dentro dos sete dias ou adotar sistemas de apoio de proteção contra incêndios”, explica o comunicado, acrescentando que as ditas bombas se encontravam inoperacionais devido à “implementação da modificação de desenho do seu interruptor de alimentação”.

“Depois de anular esta modificação de desenho e normalizar a situação, o titular declara operacionais ambas as bombas”, esclarece o CSN.

Durante todo o período, a central manteve-se sempre a 100% da sua potência e o CSN conclui que “o titular levou a cabo as ações pertinentes e conseguiu restabelecer o funcionamento normal de ambas as bombas”.

A Escala Internacional de Situações Nucleares classifica de “grau 1” (“anomalia”) a “grau 7” (“acidente grave”) os incidentes em centrais nucleares, sendo as situações abaixo dessa escala as de “grau zero” (“sem significado para a segurança”).

A 10 de abril já tinha ocorrido outro incidente, este na central de Almaraz (a propósito da qual houve um diferendo recente entre Portugal e Espanha): uma paragem não programada na Unidade 1 devido à paragem da bomba principal número dois. O Conselho de Segurança Nuclear assegurou que não teve "nenhum impacto".