A fase de instrução do processo em que Iñaki Urdangarin, genro do rei de Espanha, é acusado de supostas irregularidades na gestão do Instituto Nóos, uma fundação sem fins lucrativos que criou e presidiu entre 2004 e 2007, aproxima-se da fase final e os relatórios não são favoráveis ao marido da Infanta Cristina, filha mais nova do Rei Juan Carlos.

A Agência Tributária espanhola (AEAT) confirmou através de um extenso relatório, entregue esta terça-feira ao juiz responsável pela instrução do caso Nóos, José Castro, que Iñaki Urdangarin cometeu dois crimes fiscais em 2007 e 2008. O relatório revela que o marido da Infanta Cristina e genro do Rei de Espanha defraudou o Fisco em 337.138 euros (€ 182.000 em 2007 e 155.138 em 2008). No relatório, o Tesouro rejeita as alegações que o Duque de Palma apresentou recentemente ao magistrado.

De acordo com a agência EFE, o juiz José Castro já tem, assim, em cima da mesa, a perícia que lhe vai permitir decidir com mais precisão se leva Iñaki Urdangarin a julgamento. O magistrado terá também de decidir se imputa a Infanta Cristina, constituída arguida em janeiro de 2014. A filha de Juan Carlos teria conhecimento das atividades do marido, pactuando com o desvio de 5,8 milhões de euros de dinheiros públicos para benefício próprio de que Urdangarín e o sócio, Diego Torres, são acusados.