O Governo espanhol vai rever a segurança de toda a rede ferroviária do país. A decisão surge depois da tragédia de Santiago de Compostela, onde o descarrilamento de um comboio de alta velocidade matou 79 pessoas e fez 150 feridos.

Outra das medidas passa pela aplicação de um novo sistema de comunicação mãos livres para os maquinistas.

Foi o pior desastre ferroviário das últimas quatro décadas em Espanha e a tragédia de 24 de julho comoveu e ainda comove os espanhóis.

Como a ministra do Fomento, Ana Pastor, na sua ida à comissão parlamentar, quando elogiou todos aqueles que acudiram para salvar os sinistrados de Santiago de Compostela.

Um dia depois de os responsáveis da companhia de comboios e da rede ferroviária terem dito aos deputados que o sistema de segurança no troço Ourense-Santiago era adequado, as iniciativas governamentais parecem dizer o contrário. E a ministra está à cabeça de um esforço para introduzir muitas mudanças.

Alta velocidade, baixa velocidade, tudo está a ser revisto. Ana Pastor anunciou 20 linhas de atuação. Por exemplo, um critério mais apertado para o acesso às funções de maquinista, mas também um novo sistema integrado de comunicação a bordo, que permita ao maquinista manter as mãos livres para conduzir durante a comunicação.

No dia do trágico acidente, o maquinista Francisco Garzón esteve a falar ao telemóvel até cerca de dez segundos antes do descarrilamento. Deveria ter reduzido a velocidade para 80 km/h na curva da Grandeira. Acabou por descarrilar a 179 km/h, mais do dobro da velocidade de segurança.