O PSOE decidiu, este sábado, que será oposição e que irá dificultar a tarefa ao PP na formação do governo espanhol, recusando a criação de uma “grande coligação” e votando contra a investidura de Mariano Rajoy como presidente do novo executivo.

O Comité Federal do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) decidiu, em Madrid, “por unanimidade, dizer não” à proposta de Mariano Rajoy de formar uma grande coligação.

Somos e seremos a oposição, mas seremos muito mais do que isso, somos a alternativa. Essa é a chave e, por isso, votaremos contra Rajoy”, resumiu Pedro Sánchez, secretário-geral do PSOE.

“Repetir eleições seria uma loucura”

Mariano Raroy prevê terminar a ronda de consultas aos restantes partidos na próxima semana e quer formar governo o quanto antes.

O líder do Partido Popular recusou comentar a posição assumida pelo PSOE, mas apelou à responsabilidade das forças politicas e insistiu que Espanha “precisa de um governo urgentemente”, afastanto o cenário de arrastar a questão por muito mais tempo.

Para Rajoy, uma coisa é certa: as eleições não se irão repetir, porque isso seria uma "loucura". Em Varsóvia, a participar na Cimeira da NATO, referiu ainda que tem desenvolvidos todos os esforços possível para criar um novo governo maioritário, com base nos resultados das eleições.

Seria uma loucura repetir eleições pela terceira vez”.

A 26 de junho, o PP venceu as legislativas espanholas sem maioria absoluta, enquanto o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, ficou em segundo lugar, a aliança de esquerda Unidos Podemos, que as sondagens colocavam em segundo lugar, ficou em terceiro e elegeu 71 deputados, e o partido de centro-direita Ciudadanos conseguiu 32 assentos.