O tribunal constitucional espanhol decidiu anular a investiadura de Carles Puigdemont como presidente do parlamento da Catalunha.

Os juízes decidiram por unanimidade que para ser empossado como presidente da Generalitat, Puigdemont terá de se apresentar no parlamento e obter a autorização do juiz.

O deputado escolhido para continuar a liderar governo da Catalunha queria assumir o cargo de presidente, algo que o executivo espanhol pretende evitar a todo o custo, Nnos últimos dias, reforçando as fronteiras.

Na sequência do recurso do governo espanhol, o Constitucional decidiu que o antigo presidente não poderá tomar posse a partir de Bruxelas, onde se refugiou. E alertou todos os membros do parlamento catalão para as "suas responsabilidades".

O governo liderado por Mariano Rajoy já felicitou a decisão do tribunal. Citadas pela agência Efe, fontes do executivo dizem que assim se evita uma "burla" à lei, ao parlamento catalão e aos outros grupos parlamentares.

O líder independentista esteve na passada terça-feira na Dinamarca, mas depois regressou ao exílio em Bruxelas. Fê-lo precisamente no dia em que o presidente do novo parlamento catalão propôs o seu nome para chefiar o novo governo.

Está refugiado na capital belga desde que o processo que liderou para criar uma república independente de Espanha foi ilegalizado por Madrid, que ativou o artigo 155.º da Constituição espanhola para intervir na Catalunha.