A Guardia Civil espanhola confirmou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, que o corpo encontrado no domingo na Galiza era mesmo o de Diana Quer, a jovem madrilena desaparecida desde 2016, na localidade de A Pobra do Caramiñal, na Corunha. A confirmação que faltava chegou com as provas de ADN.

Na mesma conferência de imprensa, a polícia acrescentou mais pormenores sobre as circunstâncias em que foi encontrado o corpo. O cadáver encontrava-se no fundo de um poço, com tijolos de cimento atados à cintura e aos ombros.

O caso do desaparecimento de Diana Quer quase ficou sem culpados. Por falta de indícios, o caso tinha sido encerrado provisoriamente em abril, “por não existirem indícios suficientes para dirigir uma acusação contra uma pessoa em concreto”.

A detenção de José Enrique Abuín, conhecido como El Chicle, veio mudar o rumo da investigação. El Chicle chegou a ser investigado pelo desaparecimento de Diana, mas a mulher tinha-lhe assegurado um alibi, garantindo à polícia que o marido tinha estado com ela em casa durante toda a noite. Agora, foi detido na sequência do desaparecimento de outra jovem e a mulher mudou de ideias e confessou à polícia que tinha mentido e que o marido tinha saído de casa na noite em que Diana desapareceu.

El Chicle confessou então que tentou violar Diana, mas que esta resistiu, pelo que ele a estrangulou e se livrou do corpo.

A polícia informou agora que está a investigar também outros casos de agressão sexual e desaparecimentos na zona, nomeadamente casos com “motivação sexual e de vítimas muito jovens”. José Enrique Abuín tem antecedentes de crimes sexuais, sendo suspeito de tentar inclusive violar a cunhada, em 2005.