O ataque na Escola Kronan, na cidade de Trollhättan, na Suécia, deixou a comunidade e o mundo em choque. Apesar de ainda serem conhecidos muitos pormenores do incidente, as autoridades já vieram esclarecer alguns factos sobre o massacre mais mortífero de sempre numa escola sueca.

Eis o que se sabe sobre o ataque até agora:
 

O autor do ataque tinha 21 anos


As autoridades ainda não confirmaram a identidade do autor do ataque, mas referiram que o suspeito era um jovem que vivia em Trollhättan. As razões que os motivaram a cometer o atentado ainda não são claras.

Várias testemunhas dizem que o suspeito entrou no edifício com uma máscara do Star Wars colocada sobre o rosto, o que fez com que os estudantes pensassem que se tratava de uma brincadeira. O jovem levava consigo vários objetos cortantes, um deles era a espada com que matou duas pessoas e feriu outras duas.

 

A primeira vítima foi uma professora


Para além da educadora, o atacante vitimou um aluno, que foi hospitalizado, mas que não conseguiu resistir aos ferimentos, antes de ser abatido pela polícia. Outras duas pessoas ficaram feridas e estão internadas em estado crítico.

As autoridades confirmaram a morte do atacante, às 16h. Até agora foram contabilizadas três vítimas mortais.
 

A Escola Kronan é uma das piores do país


Segundo os rankings suecos, a escola que alberga jovens entre os seis e os 15 anos, está entre as que têm piores resultados.

De acordo com o jornal sueco, The Local, a instituição de ensino tem 400 estudantes. Em 2014, só 16 por cento dos alunos de 15 anos passaram a todas as disciplinas.
 

“Esta é uma escola onde já foram percebidos alguns problemas”, disse Larz Blomqvist, um dos professores do município, ao The Local.

 

Trollhättan não é considerada uma cidade segura


De acordo com o The Local, um inquérito nacional de 2012 revelou que as pessoas que moram em Trollhättan consideram-na pouco segura, especialmente à noite. Numa escala de zero a dez, a cidade foi classificada com apenas 5.1 pontos, bastante abaixo da média nacional sueca, que se encontra nos 6.5.

A insegurança na cidade, que tem cerca de 50 mil habitantes, agravou-se nos últimos anos. Como muitos outros municípios, na Suécia, Trollhättan alberga uma grande comunidade imigrante, o que tem sido apontado pelos media internacionais como um fator de agravamento das tensões na região.

A presença dos mais de 3 mil estrangeiros na cidade tem despoletado a emergência de movimentos racistas. As autoridades já vieram confirmar que estão a investigar a possibilidade do autor do ataque identificar-se com ideologias de extrema-direita.

 

Este foi o pior massacre numa escola sueca de sempre


Os ataques a instituições de ensino são extremamente raros na Suécia e este foi o que vitimou mais pessoas.

Para além do atentado desta quinta-feira, há apenas registo de outro incidente desta magnitude, em 1961, quando um atirador disparou indiscriminadamente numa escola, em Kungälv. Do tiroteio resultaram seis feridos e uma vítima mortal.

Houve ainda uma tentativa, em 2004, que foi intercetada antes de causar vítimas mortais e feridos.
 

“É muito invulgar. Mas, uma vez que já aconteceu nos EUA e na Finlândia, eu diria que não foi inesperado. É chocante ter sido na Suécia. É claro que é sensível para todos nós experienciarmos que as nossas crianças e alunos estão a ser ameaçados”, declarou o professor Jerzy Sarnacki, em entrevista ao The Local.


A polícia já veio a público dizer que outra escola, perto do local do massacre, tinha recebido uma ameaça, na quarta-feira, mas que nada fazia prever que houvesse um ataque na Escola Kronan. Para além disto, as autoridades afirmaram que a Universidade de Lund, no sudoeste do país, recebeu também um aviso de ataque, de um cidadão anónimo.