O Fatberg (pedaço congelado de gordura), que bloqueava a rede de esgotos em Whitechapel, já se encontra em exposição no museu de Londres.

A massa que é o resultado de uma mistura de gordura e papéis higiénicos colocados na sanita, assim como também de toalhitas, fraldas, cotonetes, entre outros resíduos, foi encontrada nas redes de esgoto na cidade londrina em setembro, e um pouco do “monstro” está exposto, desde sexta-feira, no Museu de Londres.

A massa de gordura diz muito sobre aquilo que está acontecer na cidade”, explica Sharon Robinson- Calver, responsável pela conservação das coleções do museu.

No ano passado quando as redes de esgotos bloquearam, a Thames Water (companhia de água), trabalhou durante nove semanas seguidas. O trabalho foi dividido entre a mão-de-obra e máquinas para poder extrair a gordura.

A massa de gordura era de tal forma grande que parecia que estávamos a partir cimento”, disse Matt Rimmer, diretor do departamento de rede de resíduos da Thames Water.

A empresa responsável pela distribuição e tratamento de água, utilizou a exposição como um aviso para os habitantes da cidade de forma a combater o aumento dos Fatbergs.

Ajude-nos a manter Londres, não alimente o fatberg", acrescentou também Becky Trotman da Thames Water.

Aberto ao público desde do dia 9 de Fevereiro, a exposição conta a história do “monstro” com cerca de 250 metros de comprimento e de que forma é que os hábitos do dia-a-dia podem contribuir para este material perigoso.

Os Fatbergs são nocivos e marcam um momento particular na história de Londres, são criados por pessoas e empresas que descartam lixo e gordura que o sistema de esgoto da cidade nunca foi projetado para lidar", acrescenta Vyki Sparkes, curadora do museu.

A Thames Water gasta cerca de um milhão de libras por mês a limpar os bloqueios dos esgotos. O “monstro” de 130 toneladas estará no museu de londres até 1 de julho de 2018.