Janet Faal, de 57 anos, decidiu que estava na altura de enfrentar o medo de sair de casa e pediu a um amigo que a acompanhasse na sua terceira viagem à rua em dez anos. 

O que esta agorafóbica não esperava era que, ao ajudar o amigo, acabasse por cair dentro de um buraco de esgoto, que estava tapado apenas por uma palete de madeira. 

 

«Estava a ajudar o meu amigo a sair do parque de estacionamento e tinha uma palete no meio do caminho. Desviei-a e dei um passo. Nunca pensei que estivesse ali um buraco», afirmou Janet Faal à agência SWNS.

A mulher bateu com a cara na palete e acabou por partir o nariz e uma perna. Por causa do acidente, a mulher diz que regrediu na sua luta para sair de casa.

 

«É difícil para mim ir a algum lado, mas estava a ficar melhor. Agora já não tenho assim tanta certeza», desabafou.

Depois da queda, Faal esteve uma hora à espera da ambulância. Enquanto a ambulância não chegava, a mulher foi assistida por um paramédico que se deslocou ao local. O porta-voz da «South East Coast Ambulance Service» explicou que a chamada foi classificada como «classe C», a categoria menos grave das emergências, o que levou a que a ambulância demorasse mais a chegar.

Ao ter conhecimento do acidente da mãe, Andy McDonald, de 39 anos, ficou «lívido» por que isso «arruinou a recuperação» desta.

 

«Não posso acreditar nisto. Quem for responsável pelo buraco vai ter explicações a dar. Sou trabalhador por conta própria e vou ter de abandonar o trabalho para cuidar da minha mãe», desabafou McDonald.

O filho apelou às autoridades competentes que arranjem o buraco o mais depressa possível, de modo a evitar este tipo de incidentes, e afirmou que o acidente podia ter sido pior caso se tratasse, por exemplo, de «uma criança».

No entanto, nem o dono da loja nem o proprietário do edifício assumem as responsabilidades pelo incidente e por arranjar a tampa do esgoto.

«Eles são os inquilinos por isso são eles que têm de fixar a tampa do esgoto», afirmou o proprietário do edifício.