O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse na quinta-feira, em videoconferência, que a espionagem norte-americana foi «demasiado longe», algo que atribuiu ao facto de a política de informações secretas ter estado em «piloto automático».

Kerry fez estas declarações numa ligação por vídeo com Londres, onde se realiza até hoje uma conferência sobre governabilidade e participação da sociedade civil.

«Não há dúvida de que o Presidente, eu próprio e outros no Governo norte-americano, temos conhecido detalhes de atos que têm acontecido em piloto automático, porque a tecnologia estava assim e se manteve ao longo de um extenso período», justificou Kerry.