Notícia atualizada às 10:28

A chanceler alemã, Angela Merkel, exigiu, esta quinta-feira, que os Estados Unidos implementem um acordo de «não espionagem» com a França e a Alemanha, até final do ano. Merkel defende que uma suposta espionagem contra dois dos mais próximos aliados de Washington na Europa tem de parar.

Alemanha e França vão assim liderar negociações com os Estados Unidos sobre o assunto e procurar um «entendimento mútuo» sobre a cooperação entre Estados-membros da União Europeia e as agências de inteligência norte-americanas.

«A amizade e a parceria entre os Estados-membros da União Europeia, incluindo a Alemanha, e os Estados Unidos não pode ser uma rua de sentido único. Nós dependemos deles, mas há boas razões para os Estados Unidos também precisarem de amigos no mundo», disse Merkel.

«Qualquer um que fale comigo ouvirá sempre o mesmo»

A chanceler alemã assegurou que não alterou o seu comportamento quando conversa ao telefone com outros líderes, após as alegações de que terá sido alvo de escutas por parte dos serviços secretos norte-americanos.

«Não mudei o meu comportamento na hora de me comunicar e tenho uma lógica consistente nas minhas conversas. Qualquer um que fale comigo ouvirá sempre o mesmo», disse Merkel, na conferência de imprensa, no final do primeiro dia do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Ao ser questionada se espera por um pedido de desculpas por parte dos Estados Unidos, a chanceler disse que o mais importante agora é que se crie de novo «uma base para o futuro» entre ambos os líderes, dado que a confiança foi abalada, algo que os 28 também sublinharam com «preocupação».