Os Estados Unidos espiavam Angela Merkel há mais de dez anos, antes ainda de esta se tornar chanceler, de acordo com a revista alemã «Der Spiegel».

Outro jornal alemão, o «Bild», adianta que o próprio Obama terá aprovado em 2010 a monitorização das comunicações da chanceler alemã.

Angela merkel só viria a ser chanceler três anos depois e, de acordo com a revista alemã, já era espiada pelos serviços secretos norte-americanos.

Uma ordem que continuava em vigor semanas antes da visita do presidente dos Estados Unidos a Berlim, em junho deste ano.

A «Der Spiegel» explica que os Estados Unidos têm equipas de espionagem não declaradas. Muitas funcionam nas próprias embaixadas, como é o caso de Berlim. No total estarão espalhadas por 80 cidades em todo o mundo.

Merkel falou com Obama ao telefone na passada quarta-feira. O presidente dos Estados Unidos terá garantido que se soubesse de alegada espionagem a teria mandado parar imediatamente.

Mas, de acordo com o jornal alemão «Bild am Sonntag», que cita uma fonte dos serviços secretos norte-americanos, Obama soube que Merkel estava a ser espiada em 2010. E aprovou.

O presidente americano não confiava então em Merkel e pediu à agência de segurança nacional que a averiguasse quem era aquela mulher.

Merkel segue o caminho já feito por outros líderes mundiais, que souberam recentemente através de documentos divulgados pelo antigo espião Edward Snowden, que foram espiados pelos estados unidos, como François Hollande ou Dilma Rousseff.

A Alemanha e o Brasil vão apresentar uma resolução nas Nações Unidas sobre a proteção das liberdades individuais.

Para Washington, onde sábado milhares se manifestaram contra o programa de espionagem da NSA, partirá na próxima semana uma delegação do governo alemão que vai pedir explicações obre as atividades de espionagem norte-americanas.