O portal WikiLeaks publicou novos documentos, na segunda-feira, que revelam espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) a líderes mundiais, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

No seu site, a organização fundada por Julian Assange indica que a NSA realizou escutas secretas num encontro entre Ban Ki-moon e a chanceler alemã, Angela Merkel, que já se sabia que tinha sido seguida pelos serviços de inteligência norte-americanos noutras ocasiões.

A WikiLeaks também informou que uma conversa entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi alvo de espionagem norte-americana, tal como sucedeu com um encontro entre altos responsáveis de comércio da União Europeia e do Japão, e uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Hoje mostramos que os encontros privados de Ban Ki-moon com o objetivo de salvar o planeta das alterações climáticas foram escutados por um país que protege as grandes petrolíferas. (...) Será interessante ver a reação da ONU porque se o secretário-geral pode ser alvo [de espionagem dos Estados Unidos] sem qualquer consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor, está em risco", comentou Julian Assange, citado no site.

A WikiLeaks também revela o conteúdo documentos: Ban Ki-moon e Angela Merkel conversaram sobre as alterações climáticas; Benjamin Netanyahu pediu a Silvio Berlusconi que o ajudasse a lidar com Barack Obama; Sarkozy disse a Berlusconi que o sistema bancário italiano iria "saltar [rebentar] que nem uma rolha".

Alguns documentos estão classificados como altamente secretos.