O escritor Patrick Modiano considerou, esta quinta-feira, «um pouco surreal» ter sido distinguido com o Prémio Nobel de Literatura e interrogou-se sobre as razões para a escolha do júri, acabando por dedicar o galardão ao seu neto sueco.

«Parece um pouco irreal», disse o romancista numa conferência de imprensa na sede da sua editora, a Gallimard, em Paris, tendo evocado a memória de outros escritores franceses também distinguidos com o Nobel, como Albert Camus.

«Vêm-me memórias de infância, mesmo de Camus, devia eu ter 12 anos, e de outros. Parece-me um pouco irreal ser confrontado com pessoas que admiro», disse.

«Pergunto-me como irão explicar esta escolha. Mal posso esperar para ver quais são as razões pelas quais me escolheram», disse Modiano.

«O meu neto é sueco, eu dedico-lhe este prémio, porque é o seu país», acrescentou.