O escritor britânico Terry Pratchett, autor de mais de 70 obras, a maioria de ficção científica e fantasia, morreu esta quinta-feira, aos 66 anos, em consequência da doença de Alzheimer, revelou a editora Transworld Publishers.

«Morreu em casa, com o seu gato a dormir na cama, rodeado pela famíllia», afirmou Larry Finlay, editor.


Sir Terry Pratchett é conhecido sobretudo pela série de fantasia humorística «Discworld», que soma mais de quarenta volumes, alguns dos quais editados em Portugal, como «A cor da magia», o primeiro a sair originalmente em 1983, «As três bruxas», «A luz fantástica» e «Mort».

«Todos os que os leram sabem que 'Discworld' foi o pretexto para satirizar o mundo: ele fê-lo de forma brilhante, com enorme sentido de humor e sempre imaginativo», disse o editor.

O 28.º volume da série, a fantasia «The Amazing Maurice and his Educated Rodents», foi o primeiro que Pratchett escreveu para crianças, valendo-lhe no Reino Unido a Carnegie Medal, em 2001.

Nascido em Buckinghamshire, Inglaterra, em 1948, Terry Pratchett interessou-se cedo pela astronomia, publicou o primeiro conto aos 13 anos, num jornal escolar, e identifica «O vento nos salgueiros», de Kenneth Grahame, e «O senhor dos anéis», de J.R.R. Tolkien, como duas das obras fundamentais enquanto leitor.

Pratchett foi diagnosticado com Alzheimer em 2007, mas não deixou de escrever. O último volume da série «Discworld» ficou concluído no verão de 2014, quando a doença levou a melhor sobre o autor.

Considerado um dos escritores de maior sucesso no Reino Unido, nos anos 1990, Terry Pratchett recebeu em 2010 o World Fantasy Award, um prémio entre várias distinções, homenagens e honoris causa, e vendeu cerca de 85 milhões de exemplares da sua obra, em todo o mundo.

Em Portugal estão ainda publicados «Bons augúrios», com Neil Gaiman, e «Os homenzinhos livres», refere a Lusa.