Notícia atualizada às 12:37

A Infanta Cristina vai ter de comparecer em tribunal pelo escândalo de corrupção que envolve o marido Iñaqui Urdangarin. A decisão foi anunciado pelo juiz espanhol José Castro, que decretou o inicio do julgamento esta segunda-feira e decidiu manter a infanta como acusada. 

Uma decisão que não poderá ser recorrida, e que poderá levá-la a enfrentar oito anos de cadeia, considerando a acusação que  Cristina de Borbón não só terá beneficiado dos proveitos obtidos pelos crimes, mas também terá desempenhado um papel «imprescindível» na atuação do marido.

O escândalo de corrupção que abalou a monarquia espanhola envolve o marido da infanta, Iñaki Urdangarin, suspeito de ter desviado milhões de euros de fundos públicos por meio do Instituto Nóos, uma sociedade filantrópica a que presidiu entre 2004 e 2006. 

No dia 14, Miquel Roca, advogado da infanta, informou que seriam restituídos, a ordem do Ministério Público, cerca de 600 mil euros, montante que terá beneficiado com os crimes fiscais cometidos pelo marido. 

Apesar da restituição poder ser suficiente acompanhada de provações de que não tinha conhecimento da ilicitude do dinheiro, não é o caso, uma vez que a irmã do Rei Filipe VI se encontra associada ao crime, por cumplicidade em fraude fiscal.

Cristina irá sentar-se no banco dos réus juntamente com o marido, Iñaki Urdangarín, Diego Torres, Ana María Tejeiro, Marco Antonio Tejeiro, Jaume Matas, José Luis Ballester, Juan Carlos Alía, Miguel Angel Bonet, Gonzalo Bernal, Luis Lobon, José Manuel Aguilar, Elisa Maldonado, Jorge Vela, Mercedes Coghen, Miguel Tejeiro e Salvador Trinxet, também eles acusados de delitos fiscais.

Entretanto a Casa Real espanhola já reagiu, declarando  o «seu respeito absoluto pela independência da justiça».

A Casa Real já tinha assegurado em ocasiões anteriores respeitar as decisões judiciais no quadro deste inquérito, que durou quatro anos, por exemplo quando o juiz confirmou em fevereiro a acusação da infanta e do seu marido.