Um italiano que ficou com uma ereção que durou 36 horas está a processar os médicos que supostamente lhe causaram o problema por excesso de prescrição de medicamentos. O homem, de 45 anos, sofria de disfunção erétil há anos, mas no início de 2014 criou coragem para procurar ajuda profissional.

O homem, identificado na imprensa italiana como Andrea, consultou urologistas numa clínica particular em Roma, que lhe prescreveram uma injeção de uma droga, a prostaglandina E1, para resolver o problema.

Depois de anos sem conseguir uma ereção, o homem acabou por sofrer exatamente do problema oposto: priapismo quase permanente. Durante perto de um mês, Andrea suportou ereções que duraram até 36 horas, causando-lhe dor aguda, até que finalmente se dirigiu ao serviço de urgência do hospital local.

O homem lançou agora uma ação judicial contra a clínica. Attilio Pisani, o procurador do Ministério Público, disse que os especialistas eram culpados de «negligência e inexperiência por não ter correta e adequadamente informado o paciente que o tratamento poderia induzir uma ereção prolongada e dolorosa».

De acordo com a Associação Italiana de Urologistas, a disfunção erétil afeta mais de três milhões de homens italianos, muitos deles com idade inferior a 40 anos.