Notícia atualizada às 12:39

O ministro do Ambiente turco, Erdogan Bayraktar, anunciou esta quarta-feira a sua demissão e apelou ao primeiro-ministro islâmico-conservador, Recep Tayyip Erdogan, a fazer o mesmo, na sequência do escândalo de corrupção que envolve filhos de membros do executivo.

«Demito-me do cargo de ministro e de deputado», disse Bayraktar, em declarações ao canal de televisão NTV, convidando Erdogan a apresentar também a demissão.

Esta é a terceira demissão no Governo de Ancara anunciada hoje, depois dos ministros da Economia e do Interior, Zafer Caglayan e Muammer Guler, respetivamente.

Os filhos destes três ministros foram detidos a 17 de dezembro numa vasta operação da polícia contra a corrupção, bem como outras pessoas consideradas próximas do Governo turco.

O filho de Bayraktar foi libertado depois de ter sido interrogado pelos juízes, mas os filhos dos outros dois ministros ficaram em prisão preventiva acusados de desvio de fundos, fraude e corrupção ativa.

Vinte e quatro pessoas, incluindo empresários e o diretor geral do banco estatal Halkbank foram acusados e colocados em prisão preventiva no fim de semana por alegado envolvimento neste escândalo financeiro de grande escala.

A operação da polícia, realizada a 17 de dezembro, abalou a imagem de Erdogan, cujo partido está no poder desde 2002, por ser visto como o herói da luta contra a corrupção.

Erdogan denunciou uma «conspiração» de uma poderosa irmandade religiosa que já foi sua aliada para desestabilizar a abordagem do Governo para as eleições municipais e presidenciais, em março e junho, respetivamente.