O presidente norte-americano, Barack Obama, vai reunir o Conselho de Segurança Nacional, na sequência do golpe de Estado falhado na Turquia, adiantou a Casa Branca em comunicado.

“O presidente vai reunir-se com o seu Conselho de Segurança e equipa de política internacional para se inteirar da situação na Turquia”, adiantou a Casa Branca em comunicado, citado pela agência AFP.

Isto depois do chefe da diplomacia norte-americana ter anunciado que os Estados Unidos vão assistir a Turquia na investigação do golpe de Estado falhado e ter convidado Ancara a partilhar provas que tenha contra o alegado instigador, exilado nos EUA.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que falava no Luxemburgo, disse que Washington não recebeu ainda qualquer pedido de extradição para Fethullah Gulen, que Ancara acusa de estar por detrás do golpe falhado.

No entanto, afirmou: "antecipamos que haverá perguntas sobre o senhor Gulen".

União Europeia já manifestou o seu apoio

Mas o regime turco de Erdogan não conta só com o apoio norte-americano. A União Europeia já manifestou o seu apoio às instituições democráticas do país.

A representante europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, e o comissário europeu para o Alargamento e a Política Europeia de Vizinhança, Johannes Hahn, condenaram a tentativa de golpe de Estado.

“Condenamos a tentativa de golpe de Estado na Turquia e reiteramos o nosso total apoio às instituições democráticas do país”, afirmam os dois representantes comunitários num comunicado conjunto, emitido hoje, citado pela agência espanhola Efe.

Mogherini e Hahn têm estado em contato com as autoridades turcas e a acompanhar o desenvolvimento dos acontecimentos no país.

As reações à tentativa de tomada do poder por um grupo de militares na Turquia chegam de todos os países.

A chanceler alemã Angela Merkel condenou hoje o ato falhado contra o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, mas pediu-lhe que trate os golpistas respeitando as regras do "Estado de direito".

Em nome de todo o governo, condeno com a maior severidade a tentativa de derrubar com violência o governo eleito da Turquia", indicou a chanceler numa intervenção em Berlim.

Acrescentou que o tratamento dos "responsáveis pelos acontecimentos trágicos podem e não deverão ser tratados senão nos termos das regras do Estado de direito".

Já presidente francês, François Hollande, alertou que o fracasso da tentativa de golpe de Estado propiciará "sem dúvida" um período de repressão no país.

Se o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "restabeleceu completamente a situação, e creio que é esse o caso, vamos ter um período de muita calma, mas sem dúvida também haverá repressão", declarou o chefe de Estado de França desde Nice, onde na quinta-feira à noite um atentado com um camião matou mais de 80 pessoas.