A Federação internacional da Cruz Vermelha considera arriscado o fecho das fronteiras na luta contra a epidemia do ébola, referiu esta quarta-feira à Lusa um colaborador da organização.

«A Cruz Vermelha não trabalha com o fecho das fronteiras. Não é a nossa abordagem. A nossa abordagem é manter o diálogo com as pessoas afetadas e com as comunidades vulneráveis, escutar as comunidades e os suas inquietudes e ajudá-las a entender as dinâmicas do surto», disse à Lusa o coordenador de saúde em emergência Panu Saaristo.

Interrogado sobre as restrições de viagens implementadas pelos governos apesar da Organização mundial da saúde não proibir as viagens, o coordenador respondeu: «nós vemos um risco já que as pessoas que viajam precisam de sustentar as suas famílias (...) Elas não viajam por turismo. Isso é bastante válido no caso das fronteiras terrestres».